Só haverá mudança política se o eleitor tiver consciência de que o voto e sua maior arma para eleger um político digno e honesto. O eleitor dever estar atento nos atos do político em que votou.
Uma mudança política importante depende, principalmente, de um eleitorado que seja consciente e bem informado, que use seu voto como uma ferramenta fundamental para orientar o futuro do país.
Ser consciente como eleitor significa que a sua escolha não deve ser feita apenas com base em preferências superficiais ou pressões momentâneas. É importante avaliar com atenção as propostas, o histórico e os valores dos candidatos e partidos.
Vários cientistas políticos e defensores da democracia dizem que, sem essa conscientização, o eleitor pode acabar ajudando a manter sistemas ou líderes que não representam realmente os interesses da sociedade a longo prazo. Por isso, fica ainda mais difícil promover mudanças reais e significativas.
Percebemos que a maioria dos políticos que foram eleitos recentemente são jovens e estão começando na carreira. Muitos deles parecem mais focados em ganhar seguidores nas redes sociais do que em trabalhar pelo crescimento do país. Alguns nem se dedicam a apresentar propostas que realmente tragam melhorias para a população.
Percebemos que muitas pessoas têm deixado de lado suas convicções por motivos pessoais. Hoje em dia, parece que ninguém tem uma posição fixa; as pessoas mudam de opinião conforme seus próprios interesses.
Esse comportamento acontece em todas as classes sociais e entre diferentes grupos. Algumas pessoas agem como camaleões, mudando de atitude, humor ou opinião com frequência. Podemos dizer que são bastante instáveis nesse sentido.
Hoje, eu apoio você e sou leal; amanhã, posso apoiar quem foi meu adversário. Na verdade, muitas vezes não há uma ideologia verdadeira por trás dessas ações, mas apenas um jogo de interesses pessoais.
O interesse pessoal costuma prevalecer. Não há inimigos políticos, mas sim interesses pessoais por trás das ações. Muitas vezes, a barganha política funciona assim: eu apoio alguém e, em troca, ganho cargos na administração. Além disso, muitas pessoas têm carta branca para indicar amigos políticos. Enquanto as pessoas continuarem pensando apenas em seus próprios interesses, é difícil esperar que o Estado/Município avance de verdade
Hoje em dia, muitas pessoas pensam só no próprio benefício. Na vida pública, a lealdade quase não existe. Enquanto você estiver ocupando um cargo ou uma função, vai estar cercado de pessoas, mas quando você deixar de estar no comando, pode ter certeza de que ficará sozinho. Não se fala mais em lealdade de verdade, e sim em interesses pessoais.
Quem está no cargo costuma levar vantagem. Durante as eleições, o governo usa todos os seus recursos, como servidores e veículos, para distribuir bens e serviços que não podem ser usados como propaganda eleitoral. Como esses serviços são gratuitos, fica difícil provar que há alguma recompensa ou troca por votos. Por exemplo, entregar uma cesta básica, oferecer gás ou fazer trabalhos de terraplanagem em propriedades particulares — especialmente se houver pedidos de voto ou distribuição de santinhos de candidatos — acaba mudando o objetivo original dessas ações e vai contra os princípios da moralidade administrativa. E mesmo que alguém denuncie, muitas vezes quem está no poder reage perseguindo quem fez a denúncia, e as investigações nem sempre avançam
Se a gente observar hoje, a maioria dos políticos que fazem parte do Congresso Nacional parecem estar mais preocupados em aparecer na mídia e nas redes sociais do que em trabalhar de verdade pelos projetos que beneficiem a população. Diariamente, assistimos a uma verdadeira guerra de palavras entre os parlamentares na tribuna.
É importante refletir sobre a diferença entre muitos dos políticos atuais e os de antigamente, que realmente se dedicavam a apresentar projetos voltados para o bem da sociedade.
Quando um jovem participa ativamente da cidadania, ele ajuda a ampliar os espaços públicos e combate o individualismo na sociedade. É importante que o eleitor jovem entenda que a política faz parte do nosso dia a dia e é essencial para a nossa convivência em sociedade. Além disso, o jovem político deve se inspirar nos exemplos de políticos que realmente contribuíram com projetos que beneficiaram a população, ao invés de ficar discutindo de forma agressiva na tribuna
Também devemos analisar o trabalho dos políticos nos municípios. Muitas vezes, eles seguem o mesmo padrão: ao invés de desenvolverem projetos que ajudem a população local, eles preferem fazer vídeos e postar nas redes sociais, se autopromovendo
Essa situação continua até hoje, sem sinais de mudança. Quem está no comando acha que pode fazer o que quiser. E, ao analisar bem, parece que essa ideia está certa, já que nada acontece mesmo quando há denúncias de favorecimentos pessoais ou com amigos políticos.
As eleições têm um papel importante, pois vão definir o futuro de cada Município/Estado pelos próximos quatro anos. Por isso, é fundamental que cada eleitor escolha seu candidato com consciência e seriedade, levando em conta a experiência de vida que ele possui. Os anos de vivência e aprendizado acumulados ao longo do tempo podem ser refletidos na hora de votar, com uma decisão madura e responsável. Optar por votar ou deixar de votar é uma escolha consciente de cada cidadão, que deve usar sua experiência para decidir o que for melhor.
Evitem votar em candidatos que focam apenas em aparecer nas redes sociais ou na mídia para conquistar seguidores.
Prefiram votar em candidatos que tenham experiência de vida e que realmente estejam preocupados em apresentar projetos que beneficiem a população.
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